Fomo: A síndrome da era digital

Fomo: A síndrome da era digital

Na semana passada, eu falei aqui sobre a importância do silêncio diante da infinidade de estímulos proporcionados por um contexto de vida em que estamos conectados por meios virtuais quase o tempo inteiro.⠀

Se antes éramos informados sobre o que acontecia no mundo de forma periódica, lendo o jornal pela manhã ou assistindo à TV em certas horas do dia, hoje ficamos sabendo de tudo o que acontece ENQUANTO acontece.⠀
E você sabia que esse constante fluxo de informação (útil ou não) pode trazer consequências psicológicas e até físicas? Uma delas é definida pelo termo em inglês FOMO, que é uma sigla para “fear of missing out”, ou, literalmente, o medo de estar perdendo algo.⠀
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Essa angústia de fundo social costuma surgir da nossa relação com a tecnologia. Os mecanismos de “curtidas” das redes sociais, por exemplo, ativam mecanismos de recompensa no organismo por meio do neurotransmissor dopamina, que proporciona sensação de bem-estar.⠀

Isso é potencializado pelo sentimento de fazer parte de um grupo, especialmente quando inclui pessoas com ideias parecidas com as nossas. E é isso que leva ao FOMO: ao nos desligarmos do fluxo, inconscientemente sentimos falta da dopamina acionada no meio virtual, ao mesmo tempo em que, de forma mais consciente, tememos que algo importante esteja acontecendo por lá e não estejamos conectados para ver, saber e participar.⠀

Esse processo pode levar a pessoa a ficar excessivamente distraída, pendurada no celular, ansiosa e, com o tempo, até levar à depressão. Busque o equilíbrio e, se sentir precisar de ajuda, não deixe de buscar orientação especializada!⠀

By | 2019-05-24T10:56:42+00:00 maio 24th, 2019|Categories: Estilo de Vida|0 Comments

About the Author:

Psicóloga com formação em Psicologia Analítica, Transtornos Alimentares e Coaching.

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